Tem notícia boa saindo do cerrado, e a gente não podia deixar passar.
No último dia 15 de outubro, a Cana da Terra Extra Premium, feita na Chácara Cana Brava, em Alexânia (GO), ficou em primeiro lugar na categoria Cachaça Amarela do Prêmio CNA Brasil Artesanal 2026, que é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.
A história por trás do copo vale mais que o troféu. O produtor, Antônio Abrão Bastos, é a quinta geração de uma família que faz cachaça desde 1840. São quase dois séculos de saber passado de pai pra filho: cana, fermentação, alambique e paciência.
E paciência é a palavra certa. Essa cachaça descansa dois anos em barris de três madeiras: carvalho americano, bálsamo e umburana. Depois vira um blend. O bálsamo e a umburana são madeiras brasileiras, e é aí que a cachaça mostra uma coisa que nenhum outro destilado do mundo tem do mesmo jeito: a nossa floresta dentro da garrafa. 🇧🇷
Outro detalhe bonito: a propriedade tem capacidade pra 60 mil litros por ano, mas produz uns 10 mil. Escala pequena, cuidado grande. É assim que a cachaça de alambique se faz.
E Goiás tá vivendo um momento especial. Em dezembro de 2025, a cachaça de Orizona, no sudeste goiano, ganhou Indicação de Procedência do INPI, ou seja, um selo que reconhece a origem dela. Pra comemorar, a Festa da Cachaça de Orizona acontece de 19 a 22 de novembro, com programação aberta ao público de 20 a 22 e entrada gratuita, segundo a organização. A gente volta a falar dela por aqui. 😉
Então fica o recado: quando pensar em cachaça boa, não pensa só em Minas. Goiás tá no mapa, e com prêmio na mão.
Saúde aos produtores que seguram a tradição de geração em geração! 🥃
Fontes para conferir
- CNA sobre a cachaça goiana premiada
- Curta Mais sobre a Festa da Cachaça de Orizona, com as datas e a entrada gratuita
- Mais Goiás sobre Orizona 2026, com a Indicação de Procedência do INPI
